Não é, sem efeito, que Pierre Nora classifica o jornalista como o “novo historiador do cotidiano”. O poder de registrar, editar, rotular e veicular os acontecimentos através dos suportes midiáticos inerentes à indústria cultural fez com que esse profissional adquirisse novo status. Não é um “contador” de estórias, um historiador ou algo parecido; assume, o papel de historiografista. Embora não seja protagonista dos fatos que expõe, a angulação escolhida já o faz detentor de um certo poder. E o que não dizer do fascínio exercido na audiência? Edgar Morin nos forneceu bases conceituais suficientes a fim de apreendermos o modus operandi na criação das celebridades...
Mas creditar ao público e no pretenso jornalismo participativo a solução para uma historiografia com mais facetas é, não apenas ingênuo, mas perigoso. Vamos, contudo, tratar de diferenciar jornalismo comunitário de jornalismo participativo. O primeiro é plural por natureza, possibilita discutir o microcosmos social em pautas que não teriam lugar na grande imprensa; já o segundo abre espaço para o cidadão postar conteúdo, seja de áudio, imagem, texto etc. Não queremos restringir a interatividade, mas a colaboração deve se dar em canais próprios, como blogs por exemplo, como também em áreas bem definidas – uma coluna, uma seção, enfim. Relativizar o papel do profissional de imprensa substituindo-o por leigos (embora bem-intencionados, não possuem formação específica para a práxis), é atentar contra o papel do jornal – que, por sua vez, também está distante do que é praticado pelas grandes corporações midiáticas.
Da mesma forma que é ruim um viés hegemônico, por outro lado uma pluralidade de versões não implica no aperfeiçoamento do senso crítico do receptor. Mais não é mais: a equação pode ser negativa. Pode significar conteúdo contraditório, parco, comprometido ou até mesmo falso. A questão é dosar quantidade com conteúdo e responsabilidade social.
Há espaços editoriais diversos: o editorial, a crônica, o conto, as colunas analíticas ... a reportagem, como se deveria saber, não esgota os gêneros jornalísticos. E dentre eles, há os que devem ser de estrita competência do jornalista e outros afeitos às mais variadas contribuições. Viva o jornalismo cívico. Viva o diploma para exercício profissional.
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Memória do Jornalismo
Quem aprecia temas relacionados à História do Jornalismo não deve perder os três primeiros volumes da série “Imprensa Brasileira – Personagens que fizeram história”, organizado pelo ilustre e competente professor José Marques de Melo.
A coleção, editada pela Universidade Metodista, foi rodada na gráfica da Imprensa Oficial. Para se ter idéia, há perfis biográficos de nomes como Frei Caneca, Alceu Amoroso Lima, Roberto Marinho, Aparício Torelli, Pompeu de Souza, Vladimir Herzog, Rui Barbosa, Assis Chateaubriand, entre muitos outros.
Tive a honra de ser o autor do perfil sobre Roberto Marinho, uma biografia para lá de “não autorizada”. Na celebração dos duzentos anos de imprensa no Brasil, nada melhor do que resgatar as versões, nem sempre compatíveis com o que os barões midiáticos querem veicular, da história pessoal. A memória da imprensa brasileira deve ser escrita, também – e, sobretudo – observando-se as linhas paralelas...
sábado, 1 de novembro de 2008
Twitter como “nova mídia” comunitária*

*Prof. Dr. Gabriel Collares Barbosa
ECO/UFRJ
Versão resumida. Em breve link para texto completo.
Associações de moradores, sindicatos, organizações, enfim, deveriam apostar cada vez mais na rede midiática social. A partir do diálogo estabelecido com os internautas, é possível antecipar ações, conhecer tendências, prover soluções... o Twitter, por exemplo, pode funcionar como um termômetro, ou melhor, um grande banco de dados para respaldar as políticas sociais. Pode ser acessado de um desktop tradicional, notebook, ou celular. Até mesmo conexão discada não é empecilho uma vez que a página carrega rapidamente.
ECO/UFRJ
Versão resumida. Em breve link para texto completo.
Associações de moradores, sindicatos, organizações, enfim, deveriam apostar cada vez mais na rede midiática social. A partir do diálogo estabelecido com os internautas, é possível antecipar ações, conhecer tendências, prover soluções... o Twitter, por exemplo, pode funcionar como um termômetro, ou melhor, um grande banco de dados para respaldar as políticas sociais. Pode ser acessado de um desktop tradicional, notebook, ou celular. Até mesmo conexão discada não é empecilho uma vez que a página carrega rapidamente.
O presidenciável Barack Obama, por exemplo, tem mais de cem mil seguidores nos Estados Unidos e é, através desse canal, que se costuma convocar simpatizantes e debater temas relevantes para a campanha. Grandes marcas de informação, como o New York Times, a BBC News ou o brasileiro G1, postam notícias naquele endereço. O fato é que o Twitter pode também funcionar como uma espécie de RSS[1]. Usuários podem mandar mensagens com links de seus blogs ou de sites que consideram interessantes e acabamos clicando para conferir as dicas que, em sua grande maioria, valem à pena.
Pequeno manual de redação
Pequeno manual de redação
O twitter, programa de troca de impressões de mundo instantâneo, se populariza a tal ponto de os usuários proporem uma curiosa situação: criou-se um verbo no infinitivo, o twittar, como o ato de se expressar nesse novo “dialeto”. Empregamos o termo "dialeto" em sentido mais amplo, ou seja, o de considerar-se dialeto como sendo qualquer variedade lingüística - quer de natureza geográfica, quer de cunho social - que constitua um subsistema singular, unitário. Isso significa que se pode denominar de "dialetos" tanto a variedade falada numa região quanto as usadas por cada um dos segmentos que constituem a população que ali vive - desde que se determinem os traços que as particularizam, isto é, as normas que as caracterizam.
Sabe-se que há uma limitação de 140 caracteres, ou seja, o redator dispõe de aproximadamente duas linhas para emitir a informação. Caso ultrapasse, ele se vê obrigado a editar o texto a fim de que os toques sejam observados. Comentários à parte, melhor exercício para burilar a capacidade de síntese, impossível...
Vamos às proposições que formulamos a partir da observação empírica do twitter:
a) devemos emitir mensagens curtas, sintéticas, objetivas, enfim, nos valendo do conceito jornalístico de “economia combinatória”: o máximo de informação no menos espaço possível.
b) o uso de símbolos universais podem ser de grande valia já que os significados são notórios.
c) Há ainda a possibilidade de se abreviar palavras, suprimir artigos, preposições, pronomes de tratamento... até mesmo a pontuação é passível de corte, num estilo textual que, entre outros aspectos, consagrou o escritor e nobel de literatura, José Saramago[2].
d) Por fim, é crescente o uso dos 140 caracteres, ou menos, como uma chamada de noticiário, cujo texto na íntegra pode ser acessado a partir do link fornecido.
e) Não podemos menosprezar ainda os que optam por icebergs, ou seja, inicia-se o texto dentro do limite e um link nos remete para a continuação deste em outro site.
Note que composições dos quatro itens elencados acima também são possíveis, onde até mesmo a utilização de palavras de outras línguas, como a inglesa ou espanhola, são lançados à mão, na redação em Português, quando sinônimos na nossa língua pátria parecem não ser curtos o suficiente.
Note que composições dos quatro itens elencados acima também são possíveis, onde até mesmo a utilização de palavras de outras línguas, como a inglesa ou espanhola, são lançados à mão, na redação em Português, quando sinônimos na nossa língua pátria parecem não ser curtos o suficiente.
O Twitter já se configura como uma “nova mídia”, o que não inviabiliza a aposta, de forma integrada, de suportes paralelos. Uma sugestão para o terceiro setor é, além de twittar, criar blogs e disponibilizar, além do texto e imagens, podcasts para o internauta ouvir quando e como quiser.
sábado, 18 de outubro de 2008
Outras manifestações a favor do diploma
A coordenadora de Jornalismo da Escola de Comunicação da UFRJ, Ana Paula Goulart, declara-se a favor do diploma e da regulamentação. Para ela, a obrigatoriedade do reconhecimento oficial da profissão deve vir acompanhada pelo aperfeiçoamento da legislação e do ensino do jornalismo:
– É importante que haja formação específica, mas a formação não deve ser voltada exclusivamente ao ensino da técnica de escrita, porque isso é aprendido na prática, portanto, pode ser feito por qualquer profissional. A formação deve englobar também, junto com o aprendizado técnico, as reflexões sobre o que vai ser o exercício da profissão, principalmente porque o jornalismo exerce um papel muito importante na sociedade.
Jornalista e também professor da ECO, Paulo César Castro, defende integralmente a exigência do diploma, afirmando que aqueles que se posicionam contra procuram reduzir o jornalista a um operador técnico de suportes midiáticos ou manejador de uma linguagem especializada. De acordo com ele, a questão da liberdade para se expressar na mídia não está relacionada à regulamentação da profissão do jornalista, e sim, a fatores externos a sua atuação:
– Não é verdade que o diploma tira da sociedade a possibilidade de participar dos meios de comunicação ou que a liberdade de expressão seja cerceada. Tal argumento esconde que, na verdade, as restrições se dão principalmente por conta do modelo de distribuição de emissoras de televisão e de rádio, concessões do Estado, e que gera verdadeiros monopólios nas mãos de grandes corporações ou de políticos. É essa situação que tem de ser combatida.
– É importante que haja formação específica, mas a formação não deve ser voltada exclusivamente ao ensino da técnica de escrita, porque isso é aprendido na prática, portanto, pode ser feito por qualquer profissional. A formação deve englobar também, junto com o aprendizado técnico, as reflexões sobre o que vai ser o exercício da profissão, principalmente porque o jornalismo exerce um papel muito importante na sociedade.
Jornalista e também professor da ECO, Paulo César Castro, defende integralmente a exigência do diploma, afirmando que aqueles que se posicionam contra procuram reduzir o jornalista a um operador técnico de suportes midiáticos ou manejador de uma linguagem especializada. De acordo com ele, a questão da liberdade para se expressar na mídia não está relacionada à regulamentação da profissão do jornalista, e sim, a fatores externos a sua atuação:
– Não é verdade que o diploma tira da sociedade a possibilidade de participar dos meios de comunicação ou que a liberdade de expressão seja cerceada. Tal argumento esconde que, na verdade, as restrições se dão principalmente por conta do modelo de distribuição de emissoras de televisão e de rádio, concessões do Estado, e que gera verdadeiros monopólios nas mãos de grandes corporações ou de políticos. É essa situação que tem de ser combatida.
domingo, 12 de outubro de 2008
Lançamento do mês
Relembrando o cotidiano da cidade do Rio de Janeiro do início da década de 1970 e um de seus ilustres personagens do meio jornalístico, o livro Luiz Carlos Sarmento - Crônicas de uma Cidade Maravilhosa, publicado pela editora E-papers (http://www.epapers.com.br/) em setembro, é uma coletânea dereportagens e crônicas deste repórter que trabalhou em alguns dos principais jornais e revistas do país, dentre eles Correio da Manhã, O Globo, Realidade, Fatos e Fotos e Manchete. Organizado por José Argolo, jornalista e integrante do Centro de Estudos Estratégicos da Escola Superior de Guerra, e Gabriel Collares Barbosa, também jornalista e professor da ECO/UFRJ, a obra é fruto de quase 13 anos de trabalho iniciados em 1995, com o falecimento de Sarmento devido a um ataque cardíaco. Famoso por suas matérias policiais, Sarmento é conhecido por ter sido uma figura ímpar nas redações e simbolizar o já quase extinto fazer jornalístico de uma época em que, segundo os autores, Jornalismo era sinônimo de liberdade e ainda não tinha perdido sua essência por submeter-se à engenharia de produção das grandes corporações midiáticas. O livro, além das crônicas e reportagens do homenageado, traz uma série de depoimentos de jornalistas que conviveram com ele, como Zevi Ghivelder, Carlos Heitor Cony, Lago Burnett, entre outros.quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Diploma de Jornalismo, sim
Diploma de Jornalismo, sim
Trata-se, penso, de uma questão já resolvida. A profissão de Jornalista é uma das mais relevantes para a sociedade, motivo pelo qual qualquer tentativa de minimizar a sua importância cai no vazio. Tentem, por exemplo, extinguir o diploma para os advogados, engenheiros, odontólogos e médicos! Tentem bater de frente com os órgãos de classe das categorias supra! A não obrigatoriedade do diploma para os jornalistas corresponde a uma antiga [e equivocada] pretensão do patronato e de uma parte minoritária, pouco representativa e inconseqüente dos que ainda se intitulam profissionais. Aliás, como professor de Jornalismo há mais de vinte e cinco anos, sempre lecionando disciplinas específicas e, por conseguinte, fundamentais, considero uma grande bobagem qualquer insinuação no sentido de que o Jornalismo pode ser interpretado tão-somente como um conjunto de técnicas; quais sejam: as técnicas da decodificação da(s) linguagens e da sua repetição ad infinitum.
O Jornalismo é como a Ciência Militar. Aprende-se na teoria e na prática. No campo militar o espectro teórico resulta dos conceitos e ensinamentos acumulados e finamente elaborados pelos que fizeram a História; o Jornalismo é uma ciência e, como tal, não pode ser reduzida à mera especulação sobre a sua natureza.Demanda conhecimentos de Direito, de Sociologia, Antropologia e Filosofia, da Propaganda, da Economia e Política, do estudo comparado dos diferentes produtos e mídias. Então, porque reduzi-lo, por estrreiteza de raciocício, a um fragmento ? Posso, se assim for possível, oferecer aos leitores um relato pessoal. Comecei a trabalhar, ainda que amadoristicamente, no início dos anos setenta. Melhor dizendo, em 1972, elaborando um pequeno jornal (tablóide). Ingressei na Faculdade de Direito e, logo depois, sem que as leis (1969 e, depois, 1979) o exigissem, prestei vestibular para Comunicação. Os conhecimentos obtidos no curso de Direito foram, sem hesitação, multiplicados na Faculdade de Jornalismo.
Disciplinas específicas, como Estatística (indispensávei aos profissionais que vão atuar no campo da Economia e da Política), Jornalismo Comparado (por produtos e mídias), Técnicas de Reportagem, Edição Gráfica e Fundamentos Teóricos da Comunicação, entre outras, contribuíram para a melhor compreensão das atividades jornalísticas. Todo o juridiquês acumulado nos cinco anos de Faculdade de Direito foram, por conseguinte, se espraiando diante das reflexões e experiências vividas no ambiente dos jornais.
Portanto, diploma de Jornalismo, sim. O resto, como se diz na gíria, é mera figuração.
Autoria - José Amaral Argolo
Trata-se, penso, de uma questão já resolvida. A profissão de Jornalista é uma das mais relevantes para a sociedade, motivo pelo qual qualquer tentativa de minimizar a sua importância cai no vazio. Tentem, por exemplo, extinguir o diploma para os advogados, engenheiros, odontólogos e médicos! Tentem bater de frente com os órgãos de classe das categorias supra! A não obrigatoriedade do diploma para os jornalistas corresponde a uma antiga [e equivocada] pretensão do patronato e de uma parte minoritária, pouco representativa e inconseqüente dos que ainda se intitulam profissionais. Aliás, como professor de Jornalismo há mais de vinte e cinco anos, sempre lecionando disciplinas específicas e, por conseguinte, fundamentais, considero uma grande bobagem qualquer insinuação no sentido de que o Jornalismo pode ser interpretado tão-somente como um conjunto de técnicas; quais sejam: as técnicas da decodificação da(s) linguagens e da sua repetição ad infinitum.
O Jornalismo é como a Ciência Militar. Aprende-se na teoria e na prática. No campo militar o espectro teórico resulta dos conceitos e ensinamentos acumulados e finamente elaborados pelos que fizeram a História; o Jornalismo é uma ciência e, como tal, não pode ser reduzida à mera especulação sobre a sua natureza.Demanda conhecimentos de Direito, de Sociologia, Antropologia e Filosofia, da Propaganda, da Economia e Política, do estudo comparado dos diferentes produtos e mídias. Então, porque reduzi-lo, por estrreiteza de raciocício, a um fragmento ? Posso, se assim for possível, oferecer aos leitores um relato pessoal. Comecei a trabalhar, ainda que amadoristicamente, no início dos anos setenta. Melhor dizendo, em 1972, elaborando um pequeno jornal (tablóide). Ingressei na Faculdade de Direito e, logo depois, sem que as leis (1969 e, depois, 1979) o exigissem, prestei vestibular para Comunicação. Os conhecimentos obtidos no curso de Direito foram, sem hesitação, multiplicados na Faculdade de Jornalismo.
Disciplinas específicas, como Estatística (indispensávei aos profissionais que vão atuar no campo da Economia e da Política), Jornalismo Comparado (por produtos e mídias), Técnicas de Reportagem, Edição Gráfica e Fundamentos Teóricos da Comunicação, entre outras, contribuíram para a melhor compreensão das atividades jornalísticas. Todo o juridiquês acumulado nos cinco anos de Faculdade de Direito foram, por conseguinte, se espraiando diante das reflexões e experiências vividas no ambiente dos jornais.
Portanto, diploma de Jornalismo, sim. O resto, como se diz na gíria, é mera figuração.
Autoria - José Amaral Argolo
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Em defesa do diploma

O jornalista tem papel fundamental nas sociedades democráticas. Sua atividade consiste na veiculação de versões noticiosas ao público que, por sua vez, desenvolverá seu senso crítico a partir do que foi divulgado. Mas é claro que esse mesmo público não só poderá, como deverá, buscar ainda outras fontes de informação. Contudo, o jornalista, por formação, é um dos entes que possibilitará conteúdo selecionado e de qualidade reconhecido. Além disso, há funções específicas, inerentes ao exercício profissional, que somente após qualificação em curso de formação superior em Jornalismo, se estará apto. Exemplos: apuração de notícias – acesso às fontes diretas, indiretas e complementares, com a devida técnica de abordagem; tratamento textual e adaptação da mesma ao repertório vocabular do público-alvo; escolha do melhor canal midiático e, conseqüentemente, de estilos e linguagens específicos, enfim, um rol de atividades que, somadas ao arcabouço teórico, proporcionará à sociedade direito à informação. Queiramos ou não, somos formadores de opiniões. Por intermédio nosso, jornalistas diplomados, são discutidas as pautas das agendas local, nacional e internacional. A campanha da Federação Nacional dos Jornalistas em defesa do diploma é, sobretudo, uma ode à informação como bem público.
Gabriel Collares Barbosa
Professor da Escola de Comunicação da UFRJ
Gabriel Collares Barbosa
Professor da Escola de Comunicação da UFRJ
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